28 de out de 2011

Sobre o Amor

# Parece que existe no cérebro uma zona específica, que poderíamos chamar de memória poética, que registra o que nos encantou, o que nos comoveu, o que dá beleza à nossa vida. #

No momento desses registros, quem fala é o coração, então não é conveniente que a razão faça objeções.
Porém, no intervalo de tempo , quando o coração resolve descansar, a razão entra em atividade:

#
  • Será que ele me ama?
  • Será que gosta mais de mim do que eu dele?
  • Terá gostado de alguém mais do que de mim?

Todas essas perguntas que interrogam o amor, o avaliam, o investigam, o examinam, será que não ameaçam destrui-lo no próprio embrião?
Se somos capazes de amar talve seja porque desejamos ser amados, quer dizer, queremos alguma coisa do outro (o amor), em vez de chegara ele sem reivindicaçõe, desejando apelas sua simples presença. #
(Milan Kundera)


Um comentário:

Doutor Jr disse...

Oi Bel, traduzindo Milan Kundera: a insegurança é a mãe do ciúme. Beijos carinhosos, Junior.