15 de out de 2011

Algumas inquietações

Hoje, por ser o Dia do Professor, poderíamos apenas comemorar, mas do jeito que as coisas caminham, é oportuno pararmos e refletirmos sobre diversos pontos e realidades dessa profissão que muitos dizem BONITA, mas que não é valorizada nem pelos próprios pais dos alunos nem pelos outros seguimentos da sociedade.
Hoje vivemos uma situação muito difícil na Escola. 
Crianças completamente desamparadas das famílias. Os pais jogam em cima da Escola toda a responsabilidade. Como os professores vão chamar os pais? Conversar, orientar como antigamente? A grande maioria dos pais não acompanha o desenvolvimento do seu filho na Escola. Como eles vão orientá-lo?? 
O professor se vê numa saia justa, numa encruzilhada. 
Pais que não dão limites aos filhos, filhos sem disciplina, pais que não tem autoridade com os filhos e por aí vai...
Como resolver, pelo menos, essa situação?
Percebe-se que atualmente os professores adoecem mais, precisam de tratamento específico.
Cid Gomes afirmou que "os professores deveriam dar aula por amor". A sua intenção foi essa mesma: apenas por amor? Como? Sem condições estruturais e pedagógicas, sem atualizações/formação continuada, com baixos salários... Difícil não é verdade? Sem falar na formação acadêmica desses profissionais que está bastante afastada da realidade de sala de aula. São poucos estagiários que chegam e conseguem realizar um bom trabalho na turma.

Paulo Freire afirma:
Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.

"A vida me ensinou a dizer adeus às pessoas que amo, sem tirá-las do meu coração, sorrir às pessoas que não gostam de mim, para mostrá-las que sou diferente do que elas pensam, calar-me para ouvir, aprender com meus erros, afinal, eu posso ser sempre melhor!
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar, a abrir minhas janelas para o amor. E não temer o futuro. A lutar contra as injustiças. Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade. Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar
." (Charles Chaplin)


Um exemplo a ser seguido: Professor cego é exemplo de superação em escola de Curitiba

Um comentário:

Doutor Jr disse...

Oi Linda,

A gente conversou sobre isso ontem, eu concordo contigo, os rumos que o país toma é preocupante.

Ontem, antes de eu desligar o computador, entrei num site que vejo diariamente, e a “charge do dia” era justamente uma sátira da situação do ensino, não vou avaliar se ele teve timing, se apelou, mas retratou um pouco da situação.

http://charges.uol.com.br/2011/10/16/espinha-e-fimose-ganhando-juizo-2/

Não sei se você conhece os personagens, mas eles sempre foram “malandros”, nunca estudaram, sempre na balada, até que descobrem que eles teriam mais facilidade com tudo isso se entrassem em uma faculdade, bem, a charge explica o resto.

Beijos,

Junior.