18 de nov de 2011

Isto não é uma sugestão

Movida pela curiosidade, em três dias "consumi" um livro e, acreditem, fiquei muito decepcionada. Decepcionada porque TODOS os livros que eu compro eu acerto em cheio as escolhas e adoro todos eles. Mas este foi decepção total.
Não sei se acontece com vocês, mas TODO romance que leio, espero sempre pelo tão conhecido e esperado FINAL FELIZ. É clichê, é bobo mas eu EU GOSTO de finais felizes. Para aliviar os acontecimentos nada agradáveis da vida, pego um livro que acabei de comprar (fui ao seu encontro por indicação e críticas excelentes) e começo a me deliciar e relaxar. 
Até, mais ou menos, a metade do livro tudo bem. A última noite que o li foi numa madrugada com um pouco de insônia. Resolvi terminar de lê-lo. Confesso: chorei a noite toda. Tudo bem pelos desencontros e (re)encontros emocionantes que me lembraram certos momentos da minha vida. Mas aquele final, digamos, foi trágico. Não, os personagens principais não morreram, mas para mim que esperava algo comum (acho que este foi o meu erro), achei trágico mesmo.
Não sou crítica nem de cinema, nem de músicas e nem de livros, mas na minha concepção foi uma tragoidia, daquelas bem do tipo ateniense do século V a.C., onde raramente têm final feliz. Poderia dizer que o autor recorreu a situações onde personagens, aparentemente inocentes, foram envolvidos em circunstâncias que não tinham como serem controladas.
Essa estória me lembrou a tragoidia de Agamenon (de Ésquilo). Ele ou tem que sacrificar sua própria filha em nome dos deuses ou tem de renunciar à sua honra abandonando a campanha grega contra Tróia. A trogoidia de seu dilema é que ele não pode ter as duas coisas. Acho que acabei divagando, mas tudo bem.
Isso tudo pra simplesmente eu dizer: EU NÃO GOSTEI DO LIVRO E PONTO FINAL!


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