11 de ago de 2012

Controle mental


No embalo dos meus devaneios vejo uma cortina se abrir, desfazendo a ilusão que me envolvia. 
Ilusão essa com gosto, com cheiro, com toque, com você.

A realidade não existia. 
Tudo era perfeito e belo. 
Ao mesmo tempo, tudo se mostrou insano e confuso. 

Me perco neste emaranhado revolto, turbulento e cinza.
Meu reflexo mostra o que não quero revelar: minha loucura, que supera meu viver. 
Não permito que ela me domine além do que mereço, além do que o olhar perdido da humanidade anseia em ver.

Aguardo o regresso do que seja, em tese, perfeito. 
Mas como a perfeição ainda não existe, a esperança me consola ao anoitecer.


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