25 de set. de 2011

Para uma menina como uma flor

Este texto minha mãe escreveu quando eu fiz 15 anos...
Adoro!!!

"Não sou Vinícius, mas posso te desejar uma flor de vida, uma flor de amor, uma flor de realizações. Um botão que se abre em flor, em vida, em amor. Você é jovem, é bonita, é forte. E a vida te espera para ser vivida em todos os detalhes. Aproveite-a, que você merece. Agora andas com teus pés e o meu olhar a seguir-te, amparando-te. Mais adiante meu olhar apenas te seguirá e me orgulharei de te saber a flor do meu botão."
(Neuza Freitas)

Asas de borboleta

Este poema foi escrito pela minha mãe em 28/02/06. 
É o poema dela que mais gosto...

Poder voar, voar,
Sonhar, sonhar,
Com a esperança colorida,
Com o véu descortinado,
Com o amor suado,
Com o desejo.

Cintilar, cintilar,
Abrir as asas, voar,
E conquistar você.

E jogar tudo pro alto.
E mergulhar numa paz
Com turbilhão e calmaria,
Com sabor de alegria,
E ser feliz, e viver.
                                                   (Neuza Freitas) 

Tentando frasear RC

Falando sério... 
Além do horizonte, no portão, mais uma vez eu voltei para um amor perfeito cheio de emoções...  Por isso corro demais.
Não esqueça como é grande o meu amor por você.

20 de set. de 2011

Lembrança

Adoro comemorar niver.
As fotos abaixo foram de uma lembrança que fiz na comemoração de um deles.

Um olhar diferente

Nossa...
Quanto tempo!!!
Sabe aquela lágrima que teima em cair? Pois foi assim que fiquei quando lembrei de cada momento neste lugarzinho mais que especial... as conversas, os desabafos, as brincadeiras (lembrei a do beijo na pizzaria - rsrsrsrsr - e o falso choro? que todo mundo chorou de verdade depois... rsrsrsrsrs), os sorvetes de mangaba (delícia!!!)... 
Que saudade de tudo e mais um pouco!!! 
E uma prima completou: "Velha Tobias tem muitas histórias!!! Velhos tempos...belos dias!"
Com certeza tem-se muitas histórias para serem contadas, lembradas com muito carinho. Tempos que não voltam mais, mas ainda bem que existem as velhas fotos que me ajudam a recordar sempre que bate aquela nostalgia.

Memórias e Vivências Ambientais

Como e por onde começar as minhas memórias?
Paro. Penso. 
Devo começá-las pelo início de minha existência ou pelo momento atual?
...
Então, se é preciso começar, comecemos pelo começo.
A primeira lembrança que vem na minha mente é da infância, quando reunia várias amigas para brincarmos de escola. Eu sempre era a professora. Na adolescência, já com uma certa maturidade, minha mãe trazia provas e trabalhos para corrigir em casa e eu estava sempre ao seu lado.
Fiz faculdade de Licenciatura em Ciências Biológicas. Aproximadamente no meio do curso ainda estava em dúvida sobre a profissão a seguir, embora, desde pequena, como já disse, gostasse de brincar de ser professora. Nesse período de dúvidas fiz um estágio na Química Geral do Nordeste, em um projeto chamado Pássaro Vivo que tinha como objetivo conversar com moradores de certos bairros sobre a caça predatória de determinados pássaros. A partir deste momento comecei a me interessar pela Educação Ambiental.
Neste ponto das memórias percebo que escrevê-las numa ordem cronológica é uma tarefa difícil e monótona. Quando falo de memórias prefiro referir-me a tudo aquilo que passou e deixou um gostinho especial: a casa da vó, as brincadeiras com os amigos, os cachorros, as reuniões de família... Não sei porque me vêm à memória estes "flashs" sempre que começo a digitar. Acredito que o que há de especial nestas lembranças é um conteúdo imenso de emoção. Às vezes debruço-me sobre o teclado e fico alguns minutos imóvel, com os dedos nas teclas e os olhos parados diante desta tela. Que viagem!!!
Bem, voltando ao interesse pela Educação Ambiental, uma professora me estimulou bastante. Seu nome? Sandra Furiam. Com ela assisti aulas da disciplina optativa Ciências do Ambiente no curso de graduação. A partir daí, resolvi fazer uma especialização na área. Foi quando surgiu na minha vida o curso de Especialização em Educação Ambiental para Sustentabilidade.
O curso abriu-me novos horizontes. O conhecimento adquirido não se perde. Foi necessária uma mudança entre nós, alunos do curso, porque são várias pessoas pensando de maneira diferente, e isto ocasiona conflitos. O curso me incentivou a buscar outras formas de conhecimento e trocar ideias, pois sempre fui muito "fechada", e isso me proporcionou visualizar a maneira de pensar de outras pessoas podendo, assim, conflitá-las com as minhas ideias, tendo no fim a certeza de uma visão muito maior dos assuntos em questão. Mostrou-me a grande capacidade que temos, principalmente sobre algo que nos é novo e, também, a grande inportância da quebra de paradigmas, uma vez que nos mostramos resistentes, em muitas vezes, ao que nos é novo.
Aprender me faz sentir mais confiante. A confiança permitiu que eu trabalhasse melhor e fosse reconhecida. Este reconhecimento me leva a querer aprender mais. É um círculo vicioso. Hoje me sinto renovada e participativa. Entendo o sentido e a importância de ser educadora.
Toda a discussão acadêmica relacionada com a implantação da Educação Ambiental nas escolas públicas parece ser ainda difícil, principalmente quando defrontamos com a realidade vivenciada na sala de aula. Existem muitos professores que já buscam alguns caminhos e alternativas, mas como a Educação Ambiental envolve uma mudança de mentalidade, estes encontram diversas barreiras, sejam econômicas, políticas e até mesmo institucionais.
Através desta e de outras experiências, é possível realizar ações em Educação Ambiental, com metodologia participativa, a partir da organização e interação da comunidade com o ambiente local, colaborando na construção de propostas e ações de Desenvolvimento Sustentável. O uso desses instrumentos e técnicas como apoio para o desenvolvimento de um eficiente trabalho participativo, na tomada de decisões e orientações das ações conjuntas, no desenvolvimento mais consistente e transparente da comunidade, só será possível na medida em que as pessoas se tornarem mais conscientes e comprometidas.
Acredito que a nova percepção do ser humano, de seu lugar no mundo e da relação que pode e deve estabelecer com o meio ambiente, é pré-requisito para a mudança que se faz necessária no modelo de desenvolvimento atual. Isso porque diz respeito a novos valores éticos e a novos referenciais de convivênca social.

19 de set. de 2011

Onde estou?

Em casa?
No trabalho?
No shopping?
Na fisioterapia?

Perdida na minha mente estou.
Sem rumo e com medo de tomar decisões por não saber se vou acertar ou errar, se será a melhor escolha ou teria outra alternativa.
"Volta e meia" penso, repenso, analiso... 
Nossa... quanta insegurança!!!
As cartas foram lançadas, mas é só uma maneira de falar, não é um jogo, é a vida real que me estimula a reflexão dos prós e dos contras em determinada situação, delicada e que requer muito carinho e atenção.
Passeando por meus pensamentos percebo o quanto sou forte. Nada mais importa neste momento, apenas o meu querer viver com serenidade, segurança e alegria.

18 de set. de 2011

A imponência não adaptada

Passeando um pouco pela net, lendo algumas notícias, deparei-me com uma reportagem sobre a utilização do nosso cérebro neste mundo moderno. Esta reportagem divulga a publicação do livro "O cérebro imperfeito - Como as limitações do cérebro condicionam as nossas vidas", do neurocientista Dean Buonomano, editora Elsevier. Na entrevista abaixo ele fala sobre os problemas de funcionamento do cérebro, suas falhas, o processo evolutivo, os avanços da neurociência. É uma entrevista fantástica, pena que me deixou com "água na boca", com gostinho de quero mais. Fiquei muito curiosa para ler o livro. Com certeza, este já está na minha lista de aquisições.

Dean Buonomano
O cérebro humano é um conjunto de 100 bilhões de neurônios e 100 trilhões de conexões entre eles, um aparato imponente e... cheio de falhas: a memória nem sempre funciona, a capacidade de cálculo é limitada e, definitivamente, não parecemos adaptados às exigências do mundo moderno. Esse é o tema central do livro O cérebro imperfeito – Como as limitações do cérebro condicionam as nossas vidas, publicado no Brasil neste mês. Seu autor é Dean Buonomano, de 46 anos. Doutor em neurociência pela Universidade do Texas, ele viveu 15 anos no Brasil e estudou biologia na Universidade de Campinas (Unicamp). No livro, afirma que as falhas do cérebro são fruto da evolução. “Para sobreviver no mundo primitivo, era mais importante entender contextos do que memorizar nomes e quantidades”, diz ele. 

ÉPOCA – Em seu novo livro, o senhor afirma que o cérebro humano é a máquina mais complexa que se conhece, mas aponta problemas em seu funcionamento. Poderia nos dar um exemplo?
Dean Buonomano –
Se você memorizar as palavras bala, chocolate, paçoquinha e chiclete e, logo em seguida, eu perguntar se a palavra doce está entre elas, você provavelmente precisaria pensar por alguns instantes antes de responder. Doce não estava na lista, mas, como todas as demais palavras se referiam a doces, o cérebro se confunde. Não seria assim se eu perguntasse pela palavra capivara. Por nada ter a ver com as demais, ela seria rapidamente descartada. Isso acontece porque nossa memória não armazena itens. Ela funciona relacionando conceitos e significados, como na lista de doces. Isso pode ser bom em alguns casos, mas uma fonte de problemas em outros.

ÉPOCA – Há outras falhas além dessa?
Buonomano –
Sim. O cérebro não foi moldado para ter a capacidade de cálculo de um computador, que é o que se quer exigir dele hoje em dia. Isso se explica em parte pelo processo de evolução por seleção natural.

ÉPOCA – As falhas do cérebro estão relacionadas à evolução?
Buonomano –
Nosso cérebro está adaptado para um passado remoto, quando não era necessário lidar com números da forma como somos exigidos hoje: temos de lembrar de telefones, senhas e estatísticas. O cérebro não evoluiu para essas necessidades, e os neurônios também não parecem estar preparados para processar números. No mundo primi­tivo, se você via um ninho de cobras, não precisaria contar se eram dez ou 12. Bastava saber que eram muitas e fugir. 

ÉPOCA – Nossa bagagem evolutiva explica os problemas das pessoas com o planejamento financeiro?
Buonomano –
Sim. É isso que faz com que nossas decisões sejam influenciadas pelo curto prazo. Em termos evolutivos, faz todo o sentido. Se você oferecesse uma maçã a um homem que viveu há cer­ca de 100 mil anos, ele a pegaria naquele momento, mesmo se você prometesse, em troca da recusa, duas maçãs para a próxima semana. O raciocínio é de sobrevivência. Diante da opção de obter uma uva imediatamen­te ou duas pouco depois, até os macacos mais bem treinados não resistem à tentação por dez segundos.

ÉPOCA – Existe então uma luta entre um sistema de tomada de decisões intuitivo, emocional e, portanto, primitivo e outro mais reflexivo, resultado do planejamento e da análise?
Buonomano –
Certamente. Em muitos casos, o raciocínio automático pode dominar em um primeiro momento. É como disse logo no início: se você perguntar a alguns amigos o que as vacas bebem, parte deles dirá leite. Isso acontece porque, quando criança, aprendemos a associar vaca com leite, e os neurônios que codificam as duas palavras aprendem a se ativar ao mesmo tempo.

ÉPOCA – Isso pode ser usado contra nós?
Buonomano –
O cérebro humano pode ser convencido inconscientemente. Ele pode associar conceitos caso seja exposto de forma contínua e prolongada a alguns estímulos. É o que fazem os publicitários com imagens, sons e aromas. Um bom exemplo disso é o tabaco. Poderosas campanhas de marketing no século passado levaram a associar o cigarro a um estilo de vida exclusivo. O resultado foram milhões de mortes, que poderiam ter sido evitadas. Essas associações, de certa forma, tornaram-se um problema social grave.

ÉPOCA – Os avanços na neurociência mudaram a forma como policiais e juízes lidam com as pessoas?
Buonomano –
Estão mudando. Há algumas décadas, a polícia pedia para uma testemunha identificar um criminoso apresentando mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Hoje sabemos que isso é problemático, porque o cérebro se sente forçado a fazer uma escolha. É melhor mostrar os suspeitos um a um. Sabe-se também que é melhor fazer perguntas abertas e neutras do que questões bem específicas. Se você está entrevistando a testemunha de um acidente de carro, não deve perguntar com que velocidade o carro teria se arrebentado contra a parede. A escolha do verbo pode induzir uma resposta errada. O verbo destruir predispõe quem o ouve a imaginar uma velocidade maior do que a real. “Chocar-se” seria uma alternativa melhor.

ÉPOCA – Levando-se em conta as adaptações evolutivas, pode-se imaginar que a xenofobia é uma dessas falhas cerebrais?
Buonomano –
Minha hipótese é que o cérebro está predisposto a desenvolver medos seletivos por certas coisas que eram ameaças graves no passado, como as cobras. Muitos pesquisadores acreditam, e eu concordo, que também estamos predispostos a desconfiar de gente que é muito diferente de nós. Hoje pode ser um erro, mas era uma boa adaptação no passado.

ÉPOCA – Por quê?
Buonomano –
A competição entre grupos é um componente da evolução. Ela permite aos animais se protegerem coletivamente e manterem sob controle os alimentos e os parceiros sexuais. No caso dos humanos, alguns pesquisadores pensam que desconfiar de estranhos era uma maneira de evitar contágios. Pense no que aconteceu quando os europeus chegaram à América. Nativos morreram de doenças que não existiam no continente até então.

ÉPOCA – A tendência em acreditar no sobrenatural é um produto da evolução?
Buonomano –
A crença em espíritos, bruxas e diabos é universal. Isso ocorre pela necessidade de encontrar causas para o que acontecia. Como seria possível para um homem primitivo não acreditar em forças superiores diante da morte? Nossos ancestrais não tinham conhecimento para explicar situações complexas. A crença no sobrenatural talvez tenha permitido que o cérebro não se aprofundasse em questões abstra­tas, como o sentido da vida – e gastasse mais energia em coisas práticas que garantissem a sobrevivência, como a melhor forma de achar comida.

ÉPOCA – É possível evitar os efeitos das falhas cerebrais?
Buonomano –
O mais incrível da mente humana é que, mesmo sendo o produto da evolução, ela é capaz de analisar a si mesma. A melhor forma de se proteger contra a herança de nosso passado é aprender como o cérebro funciona.

ÉPOCA – Quanto disso tudo o senhor aprendeu no Brasil?
Buonomano –
Fui morar em Campinas quando tinha 7 anos. Meu pai aceitou um emprego de professor no Departamento de Matemática da Unicamp (Universidade de Campinas). Foi muito bom crescer com um pé em cada cultura. Mesmo com algumas diferenças culturais, somos muito parecidos. Voltei aos Estados Unidos com 22 anos, mas me considero 50% brasileiro, e volto sempre que posso para visitar os amigos.

Fonte:(http://revistaepoca.globo.com/Ciencia-e-tecnologia/noticia/2011/09/dean-buonomano-o-nosso-cerebro-nao-e-moderno.html) 

15 de set. de 2011

Momentos


Nossa vida só tem sentido se a vivermos com o melhor do que ela nos oferece em seu dia a dia. Viver cada minuto como se fosse o último nada mais é do que ser feliz a todo momento. Mesmo porque não existe felicidade eterna, apenas momentos felizes. Porém, podemos fazer com que esses momentos sejam conquistados com a certeza de que serão duradouros. Paciência, perseverança, confiança são alguns “objetos” que nos ajudam a almejar e definir cada passo que damos em direção a situações de extrema importância, significado e desejo de sucesso. Confie no que tem de mais precioso no seu coração, pois ele é quem sabe realmente fazer as escolhas devidas a partir de objetivos já traçados. Também vale uma pitada de razão, mas bem pouquinha.
Faça brindes diários! Brinde à vida, ao amor, às pessoas que você ama... Enfim, brinde ao que é essencial e especial pra você.
Sorria!!! O sorriso nos lava a alma, nos deixa leve, flutuante... Ele é contagiante! Mas o faça sempre com os pés no chão.
Podem pensar o que quiser, mas hoje não estou devaneando. Estou colocando meus pensamentos em ordem, de uma forma branda que me permite sonhar, rever conceitos, situações e almejar uma completa “rotina” mal percebida por quem apenas passeia pelos caminhos que me cruzam a existência.

14 de set. de 2011

A incondicionalidade do amor

Noites normais, sono tranquilo, sonhos serenos.

Minhas manhãs chegam trazidas pelos olhos da minha Princesa. 

Uma luz que não fere ninguém, cada vez mais perfeita, que irradia alegria e comove.

Nunca vi um amor assim, que domina, que transforma, que é incondicional.

Me faz viver.