2 de out. de 2012

Um pouco sobre Aldemir Alves e seus livros


Autor Aldemir Alves
Biografia do autor:
Aldemir Alves; é técnico na área de informática - montagem e manutenção de micros computadores. Atua no ramo de Lan – House e jogos eletrônicos á mais de dez anos. Iniciou no mundo da leitura ainda criança, onde matinha uma parte de seu tempo lendo livros da serie Vaga – lume. Aldemir é amante dos gibis da Marvel, fascinado pelas criações de Stan – Lee e do brasileiro Mauricio de Souza. Os seus livros prediletos sempre foram ficção cientifica e Fantasia, fã declarado de Tolkien e Lewis; se inspira em seus ídolos.
Obras do autor:
Os livros de Esteros

Sinopse:
Surge um universo e também um mal. Os povos vivem em paz e o criador cuida muito bem das suas "criaturas". Fatalmente o mundo precisou ser destruído, uma nova nação renasce dando origem aos seres mortais. Os mortais são um legado dado aos deuses, para que seja cultivado e viva em paz. A história começa após a discórdia que deu origem ao Big-Bang. Vamcast, um elfo de origens brancas, se mostra um rapaz tentado ao poder, e atrai o mal para a sua vida se tornando um demônio assassino. Seu irmão caçula se torna a única esperança do mundo.
Ele terá que matar o seu próprio irmão em combate, e só assim libertar o seu mundo fadado à destruição.

Os filhos de Egoz – O portal de Oriun
Sinopse:
Em um mundo; onde a magia existiu de verdade, onde a paz e igualdade antes jamais abalada. Um tirano ergueu-se dentre as trevas, com ele veio à sede pelo poder a qualquer preço, alianças foram abaladas, vidas sacrificadas, batalhas travadas - A supremacia benéfica deixou de existir. A ganância de Zarc se alastrou infinitamente, até mesmo as crianças eram obrigadas a integrar os seus exércitos. A terceira parte de Oriun havia sido devastada completamente.
Após 15 anos de tormenta, a esperança ressurge novamente - renasce, junto aos filhos de Egoz.
Vendas em breve pela Editora Selo Jovem:
Sobreviventes – Ranoks Vs Siens

Sinopse:
Em o toque da morte Marcus é o personagem principal, o livro se passa na cidade de São Paulo e muitos acontecimentos inesperados mudarão a vida deste rapaz. Se existe vida após a morte ela não será boa para Marcus, pois existe uma guerra se travando entre os Ranok,s e Sien,s os inimigos imortais do submundo. Os Sien,s são os inimigos da vida e planejam destruir os seres vivos, em seguida extinguir a raça mortal. Ranok,s são espécies de guardiões pós morte, lutam a favor do ciclo e mantém o equilíbrio do universo, Marcus deveria morrer como todos os mortais e ser julgado pelos seus atos no mundo dos vivos, mas inexplicavelmente alguém interferiu em sua história e mudou todo o seu destino, incertezas e lamentações serão o seu legado após esse dia... O nosso protagonizado (personagem principal) foi escolhido pelos Ranok,s e terá que aceitar o seu destino, uma grande aventura vai se iniciar e o destino do planeta terra está nas mãos dos Sobreviventes.
Vendas em breve pela Editora Selo Jovem:

Redes sociais do autor:

30 de set. de 2012

Um conto para os trouxas

"É uma coisa bela e terrível, 
e portanto deve ser tratada com grande cautela." 
(Alvo Dumbledore)

Com esta frase termino duas leituras hoje (pequenas - por isso as li numa manhã) e inicio este post achando o máximo o mundo da magia dos livros de Harry Potter. É uma frase que está inserida em um determinado contexto, de um dos livros que acabei de ler, mas que pode ser facilmente adotada para nossa vida cotidiana.
Por este motivo, sugiro um "exercício" de reflexão em relação às nossas ações, pensamentos, ideias, respondendo intimamente questões simples, uma forma de nos avaliar e avaliar também "o outro" que está sempre conosco. É um exercício diário.


  • O belo é sempre perfeito?
  • O que pode ser terrível para minha vida?
  • A aparência me conquista?
  • Quando tenho que ter cautela? (em relação a: ações?, pessoas?)
  • Como posso conhecer as pessoas que convivem comigo?


O mundo gira (alguém duvida?) e, por algum motivo, as pessoas mudam ou mostram sua face mais verdadeira para depois, e novamente, submergir nos seu profundo EU que antes era desconhecido, existindo por um breve momento, usado como desculpa por ações impensadas, egoístas e supérfluas.
E, para ilustrar esta reflexão, deixo aqui um conto escrito para jovens bruxos e bruxas: "A Fonte da Sorte", transcrito do livro "Os Contos de Beedle, O Barbo", de J. K. Rowling. Mas nós, como trouxas que somos, podemos extrair o mais íntimo que este conto possa nos revelar.
É longo, mas vale a pena lê-lo.


"No alto de um morro, em um jardim encantado envolto por muros altos e protegido por poderosa magia, jorrava a Fonte da Sorte.

Uma vez por ano, entre o nascer e o pôs-do-sol do dia mais longo do ano, um único infeliz recebia a oportunidade de competir para chegar à fonte, banhar-se em suas águas e ter sorte a vida inteira.

No dia aprazado, centenas de pessoas viajavam de todo o reino para chegar ao jardim antes do alvorecer. Homens e mulheres, ricos e pobres, jovens e velhos, dotados ou não de poderes mágicos reuniam-se no escuro, cada qual na esperança de ser o escolhido para entrar no jardim.

Três bruxas, com seus problemas e preocupações, encontraram-se nas cercanias da multidão, e contaram umas às outras suas tristezas enquanto esperavam o sol nascer.

A primeira, cujo nome era Asha, sofria de uma doença que nenhum curandeiro conseguia eliminar. Ela esperava que a fonte fizesse desaparecer os seus sintomas e lhe concedesse uma vida longa e feliz.

A segunda, cujo nome era Altheda, tivera sua casa, seu ouro e sua varinha roubados por um bruxo malvado. ela esperava que a fonte a aliviasse de sua fraqueza e pobreza.

A terceira, cujo nome era Amata, fora abandonada por um homem a quem amava profundamente, e acreditava que seu coração partido jamais se recuperaria. esperava que a fonte aliviasse sua dor e saudade.

Apiedando-se umas das outras, as três mulheres concordaram que, se lhes coubesse a chance, elas se uniriam e tentariam chegar à fonte juntas. 

O primeiro raio de sol rasgou o céu, e uma fresta se abriu no muro. A multidão avançou, cada pessoa exigindo, aos gritos, a bênção da fonte. Plantas rastejantes do interior do jardim serpearam pela massa ansiosa e se enrolaram na primeira bruxa, Asha. Ela agarrou o pulso da segunda bruxa, Altheda, que segurou com força as vestes da terceira bruxa, Amata.

E Amata se enredou na armadura de um cavaleiro de triste figura que montava um cavalo esquelético.

As plantas rastejantes puxaram as três bruxas pela fresta do muro, e o cavaleiro foi derrubado do seu ginete atrás delas.

Os gritos furiosos da multidão desapontada se ergueram no ar matinal, e silenciaram quando os muros do jardim se fecharam mais uma vez.

Asha e Altheda se zangaram com Amata, que, acidentalmente, trouxera junto o cavaleiro.

- Apenas um pode se banhar na fonte! Já será bem difícil decidir qual de nós será, sem adicionar mais um!

Ora, o Cavaleiro Azarado, como era conhecido nas terras além-muros, observou que as mulheres eram bruxas e, nãos endo ele dotado de magia, nem de grande perícia em torneios e duelos com espadas, nem de nada que o distinguisse como homem não mágico, ficou convencido de que não havia esperança de chegar à fonte antes das três mulheres. Anunciou, portanto, sua intenção de sair do jardim.

Ao ouvir isso, Amata se aborreceu também.

- Medroso! - ela o censurou. - Desembainhe sua espada, Cavaleiro, e nos ajude a atingir a nossa meta.


E, assim, as três bruxas e o infeliz cavaleiro se aventuraram pelo jardim encantado, onde ervas raras, frutos e flores cresciam em abundância à margem de caminhos ensolarados. Eles não encontraram obstáculo algum até alcançar o sopé do morro em que se erguia a fonte.

Ali, enrolado na base do morro, havia um monstruoso verme branco, inchado e cego. À aproximação do grupo, ele virou uma cara feia e malcheirosa e proferiu as seguintes palavras:

Paguem-me a prova de suas dores.

O Cavaleiro Azarado sacou a espada e tentou matar o bicho, mas a espada se partiu. então Altheda atirou pedras no verme, enquanto Asha e Amata experimentaram todos os feitiços que poderiam subjugá-lo ou hipnotizá-lo, mas o poder de suas varinhas não foi mais eficaz do que a pedra da amiga ou a espada do cavaleiro: o verme não quis deixá-los passar.

O sol foi subindo sempre mais alto no céu e Asha, desesperada, começou a chorar.

Então o enorme verme encostou o focinho no rosto dela e bebeu suas lágrimas. Saciada a sede, o verme deslizou para um lado e sumiu por um buraco no chão.

Exultantes com o sumiço do verme, as três bruxas e o cavaleiro começaram a subir o morro, certos de que chegariam à fonte antes do meio-dia.

A meio caminho da subida íngreme, porém, eles encontraram palavras gravadas no chão.

Paguem-me os frutos do seu árduo trabalho.

O Cavaleiro Azarado apanhou sua única moeda e colocou-a na encosta relvada, mas ela rolou para longe e se perdeu. As três bruxas e o cavaleiro continuaram a subir, e, embora estivessem andando durante horas, não avançaram um único passo; o topo continuava distante e a inscrição permanecia no chão diante deles.

Todos se sentiram desanimados quando viram o sol passar sobre suas cabeças e começar a declinar em direção ao longínquo horizonte, mas Altheda andou mais rápido e, empenhando mais esforço do que os demais, estimulava-os a seguir seu exemplo, embora tampouco avançasse na subida do morro encantado.

- Coragem, amigos, não fraquejem! - gritava ela, enxugando o suor do rosto.

À medida que as gotas caíam, cintilantes, na terra, a inscrição que bloqueava o caminho desaparecia, e eles descobriram que podiam prosseguir.

Encantados com a remoção do segundo obstáculo, correram para o alto o mais rápido que puderam, até que, por fim, avistaram a fonte, refulgindo cristalina em meio a árvores e flores.

Antes de alcançá-la, no entanto, encontraram barrando o seu caminho um riacho que circundava o topo do morro. No fundo da água transparente havia uma pedra lisa com as seguintes palavras:

Paguem-me o tesouro do seu passado.

O Cavaleiro Azarado tentou atravessar o curso d'água flutuando sobre seu escudo, mas afundou. As três bruxas o tiraram de dentro do riacho e tentaram saltar por cima da água, mas o riacho não as deixou atravessar, e todo o tempo o sol ia baixando pelo céu.

Eles começaram, então, a refletir sobre o significado da mensagem na pedra, e Amata foi a primeira a compreendê-la. Apanhando a varinha, apagou da mente todas as lembranças dos momentos felizes que passara com o seu amor desaparecido e deixou-as cair na correnteza. O riacho as levou para longe, deixando aparecer pedras planas e, finalmente, as três bruxas e o cavaleiro puderam atravessar em direção ao topo do morro.

A fonte refulgiu diante dos quatro, emoldurada pelas ervas e flores mais raras e mais belas que jamais tinham visto. O céu coloriu-se de vermelho, e chegou a hora de decidir qual deles iria se banhar.


Antes, porém, que chegassem a uma conclusão, a franzinha Asha tombou no chão. exausta com o esforço da subida, estava à beira da morte. Seus três amigos a teriam carregado até a fonte, mas Asha, em agonia mortal, lhes pediu que não a tocassem.

Então Altheda se apressou a colher as ervas que julgou mais úteis, misturou-as na cabaça de água do Cavaleiro Azarado e levou a poção à boca de Asha.

Na mesma hora, Asha conseguiu se pôr de pé. Além disso, todos os sintomas de sua terrível enfermidade tinham desaparecido.

- Estou curada! - exclamou ela. - Não preciso da fonte; deixem Altheda se banhar!
Altheda, porém, estava ocupada colhendo mais ervas em seu avental.

- Se fui capaz de curar essa doença, posso ganhar muito ouro! Deixem Amata se banhar!

O Cavaleiro Azarado se inclinou e, com um gesto, indicou a fonte a Amata, mas ela sacudiu a cabeça. O riacho tinha levado todos os seus desapontamentos de amor, e ela percebia agora que o antigo amado fora insensível e infiel, e que era uma grande felicidade ter se livrado dele.

- Bom cavaleiro, o senhor deve se banhar, em recompensa por toda sua nobreza! - disse ela ao Cavaleiro Azarado.

Então ele avançou a armadura tinindo aos últimos raios do sol poente e se banhou na Fonte da Sorte, admirado por ter sido o escolhido entre centenas de outros e atordoado com a sua inacreditável fortuna.

Quando o sol se pôs no horizonte, o Cavaleiro Azarado se ergueu das águas sentindo-se glorioso com o seu triunfo, e se atirou, ainda vestindo a armadura enferrujada, aos pés de Amata, a mulher mais bondosa e bela que já contemplara. Alvoroçado com o sucesso, pediu sua mão e seu coração, e Amata, não menos feliz, percebeu que encontrara um homem que merecia os dois.

As três bruxas e o cavaleiro desceram o morro juntos, de braços dados, e os quatro levaram vidas longas e venturosas, sem jamais saber nem suspeitar que as águas da fonte não possuíam encanto algum."


23 de set. de 2012

Só pra constar

Alguns mimos... só pra não perder o costume.
Tenho muita leitura pra dar conta, mas eu chego lá...











O C da minha perdição


Meu querer vai e volta nas ondas do mar, que se encontra com o céu azul profundo. E nas profundezas do céu percebo o quanto o brilho do anoitecer invade as cortinas da minha maturidade, desvendando a beleza do sorriso escondido nas entrelinhas do entardecer. Me embriago com tamanha disposição de cores e encantos que surgem através da janela do meu quarto, adentrando e me atingindo como flashs de sorrisos cantantes. Não há empecilho para o meu aconchego. Encontro os teus braços que se abrem na forma de um C, me chamando, me envolvendo nos mais breves e decididos sussurros secretos. Assim, estou a ponto de me deixar levar pelas brumas de um ambiente desconhecido onde o véu entre o real e o imaginário se dissipa em diversos momentos de uma história reconhecida como sendo, sempre, o princípio das atitudes mais inesperadas ao longo de um tempo perdido.
Esta foi a minha perdição.


18 de set. de 2012

Bela Maldade


Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranquilo anonimato. Mas pelo seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante, e logo as duas começam uma intensa amizade. No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amiga também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel. ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a amiga: Alice não gosta de ser rejeitada...

Comprei este livro numa promoção na livraria da minha cidade, por indicação de uma amigo. Em casa, todas as vezes que eu ia na estante pegar um novo livro pra ler, ficava olhando-o e terminava escolhendo outro. Até que semana passada resolvi lhe dar uma chance. E não me arrependi.
A amizade entre Katherine e Alice começa às mil maravilhas. Mas Alice é um verdadeiro pesadelo em forma de gente, escondido numa personalidade cativante e sedutora. Quando Katherine se afasta dela, Alice não aceita a rejeição e começa a persegui-la e torturá-la emocionalmente, tornando sua vida nada agradável (um inferno, diga-se de passagem).
A leitura é extremamente fácil e agradável. O texto é escrito em três narrativas: a do passado de Katherine, falando sobre a tragédia que abalou sua família; o passado dela com Alice; e o presente no qual ela ainda sofre com as tragédias. Os personagens são apaixonantes e relacionáveis, mostrando intensidade em seus sentimentos. É um livro envolvente, denso, bem construído, forte, que desperta pena, raiva, tristeza, aflição. 
Livro muito interessante e instigante.


"Às vezes, nem tudo é o que parece, atrás de uma bela máscara pode haver um coração repleto  de maldade."



17 de set. de 2012

Cores, Aves e Flores

Em novembro de 2011 publiquei um post com algumas fotos tiradas na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) registradas pela lente do Professor Carlos Uchôa (veja aqui). Depois eu soube, por ele mesmo, que queria fazer uma exposição destas fotos. Achei o máximo, pois adoro fotografias e fiquei encantada com tamanha sensibilidade. Através da sua lente, ele mostra detalhes que muitas vezes nos passam despercebidos no dia a dia dessa vida tão atribulada, detalhes esses que povoam nossas mentes, nossa imaginação.

E hoje, na própria UEFS, teve início esta exposição tão esperada pelos amantes da fotografia. 


O tema da exposição é "A UEFS em Cores, Aves e Flores" e que tem como subtemas: Família Coruja; Aves e Sementes; Aves, Verdes e Outras Cores; Multicor; Flores, Flores e Flores; Tudo Misturado.
As fotos mostram detalhes e sensibilidade na captura dos momentos e expressões, bem como a criatividade e inspiração de Uchôa. Cada imagem exposta possui uma história contada nas idas e vindas pelo campus da universidade. É como se fosse um diálogo com a natureza, em todas as suas formas e cores, com um olhar diferenciado e, digamos, mágico, representando uma poesia para os olhos, que busca a verdade da vida, o ritmo dos seres vivos. São momentos deixados para toda eternidade da vida.









E eu não podia deixar de prestigiar essa exposição que me deixou mais encantada ainda por fotografia. Obrigada por tamanha emoção, Uchôa.


E aqui, uma das imagens da exposição, seguida de um texto que Uchôa colocou no facebook.


"A maioria das pessoas acredita que as mariposas são animais alados, sombrios e feios que trazem má sorte e, por isso mesmo, não vale a pena observá-la melhor... Pior são aquelas que não entendem a timidez e o recolhimento de algumas pessoas e as julgam sem conhecê-las... Se você quer realmente entender as pessoas, dê-lhes uma oportunidade para conhecer o que eles pensam e ajude-os a sair da escuridão. Quem sabe, por trás de toda a timidez existente, não se revele uma pessoa linda e que a partir daí possa surgir uma grande amizade!" (Carlos Uchôa)

Agora, estou à espera do futuro livro... :)




16 de set. de 2012

O Retrato de Dorian Gray

"Eu sou o que você fez de mim, eu vivi a vida que você pregou, mas nunca teve coragem de praticar, eu sou tudo aquilo que você teve medo de ser..."

Sem parar de pensar nesta frase. Foi assim que fiquei ao terminar de assistir, ontem, "O Retrato de Dorian Gray", filme adaptado do livro de Oscar Wilde, publicado em 1890.


O filme conta a história de um jovem aristocrata inglês, inocente e ingênuo, Dorian Gray (Ben Barnes), que torna-se modelo para uma pintura do artista Basil Hallward (Ben Chaplin), que busca eternizar a beleza e a juventude do rapaz. 


Através de Basil, Dorian conhece o Lord Henry Wotton (Colin Firth), que o seduz para sua visão de mundo, onde o que importa é a beleza e o prazer. Enfeitiçado diante do seu retrato e seduzido por Lord Henry, Dorian faz um juramento no qual daria sua alma para ficar com a aparência exatamente como na pintura. Dorian se dispõe a desfrutar intensamente os prazeres mundanos da vida, de forma imoral e corrupta. Os anos passam e sua beleza e juventude continuam a ser mantidas, enquanto o quadro envelhece, exibindo sua feiura interior.


A questão sobre o poder da beleza e da perfeição é o tema central do filme, que também retrata a ganância, a vaidade e a influência das pessoas sobre outras. A auto-destruição é inevitável.

O filme conta com um excelente elenco. Ben Barnes se destaca, levando o personagem da ingenuidade ao crime. O tema é extremamente atual, já que vivemos numa sociedade onde a preocupação gira em torno da imagem: a ditadura da beleza.


Agora, só me falta ler o livro, muito recomendado por amigos.


14 de set. de 2012

Minha primeira vez

Meu primeiro contato com a Doutrina Espírita foi em 1996 (falando em leitura), alguns meses depois do falecimento do meu pai. Uma amiga da faculdade me indicou e me emprestou para ler o livro "Nosso Lar", de André Luiz, psicografado por Chico Xavier. Minha reação após esta leitura foi de conforto, paz e tranquilidade. Outras leituras vieram em seguida: "O Livro dos Espíritos" e "O Evangelho Segundo o Espiritismo", ambos de Alan Kardec, acompanhados por romances espíritas. Nunca frequentei um centro espírita, acho que por acomodação. Mas já tomai passes. Durante estes 16 anos continuei as leituras e conversas com pessoas amigas, com quem aprendi bastante... e ainda continuo aprendendo.
Em 2002 resolvi me matricular em um curso de inglês, à noite, e minha primeira professora foi uma pessoa maravilhosa, espírita. Passei para o segundo semestre do curso, mas parei por aí porque tive que fazer uma escolha: ou continuava no curso de inglês ou fazia especialização. Optei pela segunda opção. Hoje, acredito que minha breve passagem pelo inglês (apenas 1 ano de curso) foi para conhecer Ilze, minha primeira pró, amiga e modelo de pessoa, com suas virtudes e caráter inigualáveis.
No trabalho, tenho colegas que são espíritas e, sempre que dá, conversamos sobre o tema. Mas este ano foi especial. Me aproximei ainda mais de outra colega, que hoje considero uma amiga, mestre e exemplo de pessoa, Angela. E foi a partir desta aproximação que comecei a ir ao Centro Espírita Fabiano de Cristo, centro que ela frequenta. É um pouco difícil expressar em palavras meus sentimentos em relação a esta experiência (já fiz referência aqui e aqui).
Ontem, dia 13 de setembro de 2012, começou a 34ª Semana Espírita de Feira de Santana, que tem como tema central "O Evangelho na Construção do Homem de Bem", um evento de grande importância e que eu nunca tinha participado de nenhuma palestra ao longo destes anos. Olha minha primeira vez novamente aqui. 



A primeira noite foi fantástica. Contou com a participação do grande orador Divaldo Franco, Embaixador da Paz e o maior divulgador do Espiritismo pelo mundo. 


A noite começou com apresentação musical de Antonio Melo ao violão.


Após a abertura realizada pelo mestre de cerimônias, teve a apresentação do coral Fabiano de Cristo com um excelente repertório.


Marcos Machado, Coordenador do Conselho Regional 03, agradeceu a presença de todos e apresentou o palestrante da noite, Divaldo Pereira Franco. 


Divaldo fez brilhante palestra onde relatou a história do cristianismo doa tempos primitivos até hoje, demonstrando a premente necessidade da aplicação prática do Evangelho para a construção de uma sociedade harmoniosa e a aquisição da paz  interior dos indivíduos.

Um grande público esteve presente, lotando o Ginásio de Esportes do Colégio Castro Alves. Todos encantados com a palestra de Divaldo Franco. 



Os subtemas deste evento se distribuem de acordo com a seguinte programação, cuja atividade se inicia sempre a partir das 19:30h, no Ginásio de Esportes do Colégio Castro Alves:


13/09     DIVALDO PEREIRA FRANCO (BA)
O Evangelho na Construção do Homem de Bem
14/09     RUTH BRASIL MESQUITA – (BA)
Embaixadores da Esperança
15/09     CLÓVIS NUNES (BA)
Cultura de Paz e Espiritualidade

16/09     ANDRÉ LUIZ PEIXINHO (BA)
A Conquista da Felicidade
17/09     ANDRÉ LUIZ RAMOS (SP)
Saúde Mental, à luz da Física Moderna e do Evangelho
18/09     NOITE MUSICAL em homenagem ao aniversário de Feira de Santana. (Tributo a Georgina Erisman)
19/09     CÉSAR SOARES DOS REIS (RJ)
Viver a Lei de Amor, Justiça e Caridade com o Trabalho no Bem
20/09     ANETE GUIMARÃES (RJ)
É tempo de Amar
21/09     ÉDEM ERNESTO DA SILVA LEMOS (RN)
O Evangelho de Jesus na Educação do Ser
22/09     ALBERTO RIBEIRO DE ALMEIDA (PA)
O Caminho do Perdão

A programação da Semana prevê ainda a assistência  às crianças e adolescentes, e se estende com a realização de Seminários:

I)                 Seminário: ENCONTRO COM A FEEB (domingo, 16 de setembro)
Coordenação: André Luiz Peixinho
Local: Centro Espírita Jesus de Nazaré
Horário: às 09 horas

II)               ENCONTRO DE JOVENS (domingo, 16 de setembro)
Coordenação: Ricardo Carvalho
Local: Associação Espírita Cristã André Luiz
Horário: às 09 horas

III)             SEMANINHA ESPÍRITA (de 19 a 21 de setembro)
Colégio Castro Alves/ Faculdade ENEB

IV)             Seminário: CASAMENTO -  A ARTE DO REENCONTRO (domingo, 23 de setembro)
Coordenação: Alberto Almeida
Local: Auditório do Restaurante Kilogrill
Horário: às 09 horas
Investimento: R$ 15,00
* Não haverá atividade à noite.

Informações e imagens retiradas do site do Conselho Regional Espírita 03.

“Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar as suas más inclinações.”
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, Cap. XVII)
                                                                   

O retrato de um conto V


Encontro não marcado

Na quarta-feira foi o último dia que nos falamos pelo msn antes do meu aniversário. Ele me disse que ia viajar na quinta-feira e só retornaria no domingo, quando nos falaríamos novamente pela net. Conhecer as pessoas à distância é muito bom, mas também tem as suas desvantagens e, às vezes, são bastante doloridas.
Eu estava bastante animada para o meu aniversário que seria festejado no próximo sábado. Depois de um período considerável, sem querer fazer festas de aniversário, este ano resolvi que iria me libertar de certas tristezas e isto merecia uma bela comemoração. Data escolhida: meu niver de 30 anos.
Tudo foi devidamente planejado: buffet, decoração, música, iluminação, convites e tudo mais que foi necessário para que este evento fosse inesquecível. Nervosismo em alta, mesmo tudo ocorrendo de maneira tranquila, sem imprevistos e chateações. 
E chegou o grande dia. Horário marcado: 20h. Mas, fazer uma manha de vez em quando é bom demais. Resolvi me atrasar um pouquinho, só um pouquinho. Cheguei às 21h.
Ao entrar, uma luz me focalizou na porta enquanto todo o local do evento permanecia iluminado pelas velas que estavam acesas nas mesas dos convidados. Isso me pegou de surpresa, fiquei sem graça, pois nunca gostei de ser o centro das atenções. Tudo bem, era meu aniversário, mas na minha concepção e experiência de vida tímida, eu chegaria à festa discretamente, indo de mesa em mesa, cumprimentando a todos os convidados, como em um simples encontro entre amigos. Apesar da maquiagem, deve ter ficado mais que evidente meu rosto completamente corado.
Não durou muito tempo quando outra luz se ascendeu na minha frente, do outro lado do salão. Percebi que iluminava outra pessoa, um rapaz, só não o reconheci porque estava segurando um grande buquê, super colorido, que me impedia de ver seu rosto. Fiquei parecendo uma estátua, sem ação.
Uma música começou a tocar...

"Oh, girl, I've known you very well, I've seen you growing every day
I never really looked before, but now you take my breath away
Suddenly you're in my life, part of everything I do 
you got me working day and night just trying to keep a hold on you"




A pessoa veio em minha direção. Aos poucos ela ia afastando as flores para o lado. Neste instante eu o reconheci. Era com ele que eu conversava por longas horas, madrugada a dentro. Ele sorria e, ao mesmo tempo, mostrava-se nervoso. Também não era pra menos: ele estava em uma cidade onde conhecia apenas a mim, sua companheira de net.
Acredito que a esta altura já dá pra imaginar como eu estava por causa desta surpresa: um sorriso trêmulo, lágrimas escorrendo pelo meu rosto, o coração aos pulos. Ele veio até mim. Parou. Me olhou nos olhos. Sorriu. Me entregou as flores, me desejando "Feliz Aniversário". Alguém pegou as flores das minhas mãos, não lembro quem foi, pois estava muito envolvida neste momento, parecendo que só nós dois estávamos no salão de festas. Foi como se o tempo tivesse parado, congelado. Ele segurou minhas mãos. Elas estavam geladas.Tremi mais ainda. Ele me levou para o centro do salão. Me abraçou e começamos a dançar, embalados por...

"Whenever I hear goodbyes, reminds me baby of you
I break down and cry, nest time I'll be true, yeah
Fever for lost romance reminds me baby of you
And I took a crazy chance
Next time I'll be true,
I'll be true, I'll be true, I'll be true"


Era uma sensação nova, diferente para mim, um misto de alegria, segurança, empolgação...
Não sei ao certo quantas músicas dançamos. Apenas sei que este dia ficará registrado e será lembrado por mim como o momento auge da minha vida, aos 30 anos, momento este onde a vida recomeça, onde percebi que o encontro entre pessoas que têm afinidades, carinho, dedicação e respeito é possível, não importa a idade ou a distância. Não existe obstáculos que sejam vistos como impedimentos para compartilharem momentos breves ou longos, intensos. Não importa. O que vale é que este encontro seja verdadeiro.